FASHION FILM PIONEIRO
SUPERFLAT MONOGRAM (2001)
Fashion video pioneiro da Louis Vuitton dirigido por Mamoru Hosoda apartir da parceria entre Marc Jacobs com o artista plástico Takashi Murakami.
Quando foi exibido no Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles atingiu uma audiência de quase 100.000 pessoas. O nome Superflat vem de um movimento de arte japonesa que observando os animes e mangas ,enaltecem as imagens chapadas-lisas (flat) para assim, revelar o vazio do consumismo cultural japones . Seus criadores incluem Chiho Aoshima , Yoshitomo Nara e Aya Takano .
Filed under: animation, fashion & design, moda, stop-motion | Deixe um comentário
Tags:Louis Vuitton, Marc Jacobs
ENTREVISTAS CINEMATOGRÁFICAS
JOHN FORD - PETER BOGDANOVICH
JEAN LUC GODARD % WODDY ALLEN
PASOLINI + ORSON WELLES
JACQUES RIVETTE X JEAN RENOIR
Filed under: cinema, films, jean luc godard, Pasollini | Deixe um comentário
Tags:JEAN RENOIR, PASOLINI
A lista inclui o novo filme de David Fincher, “The Social Network” , uma visão acida sobre os criadores do Facebook , “The Grand Master “ de Won Kar Way sobre o treinador do Bruce Lee ; “ The Illusionist” , uma animação dos criadores do As Bicicletas de Belleville apartir de um roteiro de Jacques Tati ! E o novo filme de Godard ( e não o ultimo como muita gente tem dizendo) SOCIALISME.
Filed under: cinema | Deixe um comentário
Tags:cinema
DESABAFO DO ARTISTA DO SÉCULO
Trecho do livro Orson Welles de André Bazin
Procuro sempre a síntese: é um trabalho que se apaixona, pois devo ser sincero em relação ao que sou e não passo de um experimentador; experimentar é a única coisa que me entusiasma . Não tenho devoção alguma pelo o que eu faço; é realmente sem valor aos meus olhos. Sou profundamente cínico em relação ao meu trabalho e `a maioria das obras que vejo no mundo: mas não sou cínico em relação ao ato de trabalhar sobre uma matéria-prima. É difícil explicar. Nós , que fazemos profissão de experimentadores, herdamos uma velha tradição: alguns foram grandes artistas, mas nunca fizemos musas de nossas amantes. Por exemplo, Leonardo considerava-se um cientista que pintava , não um pintor que teria sido cientista. Não gostaria que achassem que estou me comparando a Leonardo, mas de explicar que há uma longa linhagem de pessoas que estimam suas obras segundo uma hierarquia diferente de valores, quase morais. Não fico,portanto , em êxtase diante da função humana, o que pressupõe tudo o que fazemos com nossas mãos, nossos sentidos etc. Uma vez terminado nosso trabalho , ele não tem tanta importância aos meus olhos quanto aos da maioria dos estetas: é o ato que me interessa , não o resultado, a não ser quando ele emana o cheiro do suor humano, ou um pensamento…Agora estou escrevendo e pintando, buscando um meio de gastar minha energia, pois passei a maior parte destes ultimos quinze anos correndo atrás de dinheiro; se fosse escritor , ou sobretudo pintor , não teria que fazer isso. Tenho também um grave problema com minha personalidade de ator de sucesso, o que encoraja críticos do mundo inteiro a acharem que estaria na hora de me desencorajar um pouco, sabem como é: ” O que faria bem a ele seria lhe dizer que, no final das contas ele não é tão bom assim. ” Mas há vinte e cinco anos eles me dizem isso! Não, na verdade passei meses a fio , anos a fio procurando trabalho , e tenho apenas uma vida. Portanto , por ora escrevo e pinto. Jogo fora tudo que faço, mas talvez acabe fazendo alguma coisa suficientemente boa para conservá-la: é preciso. Não posso passar minha existência em festivais ou restaurantes mendigando fundos. Tenho certeza de que só consigo fazer bons filmes se for eu a escrever o roteiro: poderia fazer thrillers, naturalmente, mas não tenho nenhuma vontade. O único filme que escrevi da primeira `a ultima palavra foi Cidadão Kane. Ora, passaram-se muitos anos desde que me foi dada essa oportunidade! Posso esperar mais quinze anos até que alguém se disponha novamente a depositar confiança absoluta em mim? Não, preciso encontrar um meio de expressão mais barato… como este gravador!
Filed under: art, cinema, film director, orson welles | Deixe um comentário
Tags:andre bazin, orson welles
Nesse rarissimo filme, Orson Welles interpreta diversos personagens espalhados numa ruazinha em Londres.
The one man band is coming
dig Moore’s creep box oven
That’s him drum-drum-drumming
here comes the one man band
Filed under: art, cinema, film director, films, orson welles | Deixe um comentário
Tags:one man band, orson welles
JLG/JLG- 1966-1972-1980-1982-1988-1995-2001-2010
Na entrevista de 1966 Godard fala sobre: O DESPREZO, CINEMA , CRITICA .
Em 1972 , Godard fala sobre : MUDANÇA, CLASSE OPERARIA, FRANÇA
Na entrevista de 1980 Godard fala sobre : TELEVISÃO, TALK-SHOWS, EXISTÊNCIA .
Em 1982 no filme Quarto 666 de Win Wenders, Godard fala sobre : TENNIS, FUTURO, SOM, IMAGEM, PODER.
Em 1988, Godard fala sobre: O INIMIGO, CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO, O OLHAR .
Em 1995, Godard faz JLG/JLG- Um auto-retrato em dezembro. Filmando sua própria foto , Godard fala sobre : DESTINO
Em 2001, Godard fala sobre : BORGES, INFÂNCIA , JUVENTUDE, VELHICE .
Agora, ano 2010. Godard termina o filme SOCIALISMO. O trailer que acaba de ser lançado é o filme todo acelerado. Godard fala sobre : AS COISAS, O OURO, OS BASTARDOS, AS HISTORIAS, AS PALAVRAS, OS ANIMAIS, AS CRIANÇAS, AS LEGENDAS.
Godard fala sobre cinema.
Filed under: cesar gananian, cinema, film director, films, godard, jean luc godard | 1 Comentário
Tags:entrevistas, godard, JEAN-LUC GODARD
O Gorila Chorão
Alan Moore parecia prever o espirito da primeira década de 2000. Na saga em quadrinhos PROMETHEA -1999-2005, o escritor imagina uma sociedade tomada pela melancolia e pela angustia. A principal leitura dessa população é um gibi chamado O Gorila Chorão.
Temos que reconhecer que nessa primeira década os Estados Unidos foi regido por um governo opressor, careta . Tivemos guerras, terrorismo, republicanos. A moda EMO se fortaleceu a gosto de todo o poder conservador. Uma juventude cabisbaixa , introspectiva , passiva. Sem o espirito anárquico da década de cinquenta e sessenta. Pelo contrario, qualquer ideia rebelde era vista como brega, ultrapassada, OUT.
Na vitrola até Jorge Ben cantava para os EMOS.
Nas artes de rua o que mais se via era o desenho de um olho com uma lagrima pink.
As drogas psicodélicas foram substituídas pelos anti – depressivos ou pelas drogas emocionais como Extasy.
O cinema e a televisão mergulharam no ultra-realismo. O “mostrar” se colocou mais forte que a linguagem. Tudo ao som de guitarras melódicas , choros em voz grave. Até o programa Beavis and Butt-Head – maiores criticos da cultura EMO que já se formava em 90- foi extinto.
Mas a década acabou. O marasmo cansou e é hora de todos criadores reconhecerem a queda, levantarem a cabeça , sacudirem a poeira e darem a volta por cima.
Filed under: alan moore, cesar gananian, cinema, comics, films, historia em quadrinhos | Deixe um comentário
Tags:alan moore, decade de 2000, promethea
O BELO DE WILDE
O artista é o criador de coisas belas.
O objectivo da arte é revelar a arte e ocultar o artista.
O crítico é aquele que sabe traduzir de outro modo ou para um novo material a sua impressão das coisas belas.
A mais elevada, tal como a mais rasteira, forma de crítica é um modo de autobiografia.
Os que encontram significações torpes nas coisas belas são corruptos sem sedução, o que é um defeito.
Os que encontram significações belas nas coisas belas são os cultos,
Para esses há esperança.
Eleitos são aqueles para quem as coisas belas apenas significam Beleza.
Um livro moral ou imoral é coisa que não existe. Os livros são bem escritos, ou mal escritos. E é tudo.
A aversão do século XIX pelo Realismo é a fúria de Caliban ao ver a sua cara ao espelho.

A aversão do século XIX pelo Romantismo é a queixa de Caliban por não ver a sua cara ao espelho.
A vida moral do homem faz parte dos temas tratados pelo artista, mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito de um meio imperfeito.
Nenhum artista quer demonstrar coisa alguma. Até as verdades podem ser demonstradas.
Nenhum artista tem simpatias éticas. Uma simpatia ética num artista é um maneirismo de estilo imperdoável.
Um artista nunca é mórbido. O artista pode exprimir tudo.
Sob o ponto de vista da forma, a arte do músico é o modelo de todas as artes.
Sob o ponto de vista do sentimento, é a profissão de ator o modelo.
Toda a arte é, ao mesmo tempo, superfície e símbolo. Os que penetram para além da superfície, fazem-no a expensas suas.
Os que lêem o símbolo fazem-no a expensas suas.
O que a arte realmente espelha é o espectador, não a vida.
A diversidade de opiniões sobre uma obra de arte revela que a obra é nova, complexa e vital.
Quando os críticos divergem, o artista está em consonância consigo mesmo.
Podemos perdoar a um homem que faça alguma coisa útil, contanto que a não admire.
A única justificação para uma coisa inútil é que ela seja profundamente admirada.
Toda a arte é completamente inútil.
Prefácio do livro O Retrato de Dorian Gray (1890) – OSCAR WILDE
Filed under: oscar wilde | Deixe um comentário
Tags:oscar wilde, the picture of dorian gray
- PAUSA PARA OS COMERCIAIS –
ANDY WARHOL
JEAN-LUC GODARD
JOÃO GILBERTO
FREDERICO FELLINI
MARTIN SCORSESE
ROBERTO BOLANO
IRMÃOS COHEN
DAVID LYNCH
ROBERT DE NIRO
ORSON WELLES
Filed under: cinema, commercial, films, godard, jean luc godard, moda | Deixe um comentário
Tags:ANDY WARHOL, DAVID LYNCH, JEAN-LUC GODARD, JOÃO GILBERTO, MARTIN SCORSESE, ROBERTO BOLANO, tv commercial
A MAGIA POP
Sempre gostei do diretor Terry Guilliam. Seu cinema é marcado por uma estetica vaudeville fantástica, plasticamente fascinante e ,ao mesmo tempo ,patética. Eu poderia falar sobre o roteiro de seus filmes, que sempre, na sequencia final ficam chatos, mas não vou.Não gosto de falar do que não funciona nos filmes. Acho chato…Enfim, voltando ao que vale a pena,é dele as inesquecíveis animações do grupo Monty Phyton .
O melhor filme dele é O pescador de Ilusões (The Fisher King ,1991) ,onde o Santo Graal é o cálice que poderia trazer a lucidez de volta para Parry, um mendigo alucinado e traumatizado , interpretado por Robin Williams, no melhor papel da sua carreira. Mas o grande ator desse filme é Michael Jeter, como se percebe na sequencia abaixo.
Outro grande filme de Terry Guilliam é Os Doze Macacos (Twelve Monkeys ,1995), uma refilmagem (coisa que pouca gente sabe) de um média-metragem francês chamado La Jetee (1962), um filme em que quase 100% das imagens são fotografias .
Mas o que seria seu maior (e possivelmente melhor ) projeto nunca foi realizado.
Na década de 80, o diretor se juntou com o escritor de historias em quadrinhos , Alan Moore para adaptar WATCHMEN . A ideia era fazer uma mini-série televisa, mas a produtora WARNER não topou. Queria que fizessem um filme, condensado, resumido, enfim qualquer coisa. Alan Moore e Terry Guilliam não toparam e deu no que deu. WATCHMEN foi lançado vinte anos depois do jeito que a WARNER queria: um filme mediocre, em que toda a atmosfera patética e crítica da Graphic Novel foi diluída no cliché de silicone dos filmes de super-heroi contemporâneos.
Enfim, falei tudo isso para chegar no novo filme de Terry Guilliam: The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009). Um filme delicioso! Fazia tempo que eu não tinha tanto prazer ao ver um filme contemporâneo. O filme mostra um teatro mambembe em que a principal atração é a possibilidade do espectador entrar na mente do Dr. Parnassus e viver ali ,por alguns momentos, seus desejos mais profundos. Terry Guilliam consegue trazer a liberdade criadora que todos temos, mostrando que nada é mais poderoso do que nossa própria mente.
The Imaginarium of Doctor Parnassus é um filme que dialoga com outra graphic novel de Alan Moore : PROMETHEA. Realizada na virada do ano 2000, a obra traz uma personagem que seria o Ying de Prometheus. A heroína é uma espécie de deusa da imaginação que renasce numa história em quadrinhos cientifica para trazer o fim do mundo.
Alan Moore acredita que a magia nada mais é do que a junção da arte, da ciência e da religião. Ele diz que o poder da palavra pode ser comparado a feitiçaria. Por exemplo, a sátira. Uma sátira bem feita sobre alguma pessoa pode perdurar por toda a vida desta, como uma maldição. Já uma sátira poderosa vai além . Pode perdurar séculos e séculos, mesmo depois que a pessoa satirizada já esteja morta. Enfim, o poder da criação humana seria o que mais nos aproxima de sermos verdadeiros super-homens.

Filed under: alan moore, animation, art, comics, historia em quadrinhos | Deixe um comentário
Tags:alan moore, promethea, terry guilliam, The Imaginarium of Doctor Parnassus







